sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A despedida do amor


Existe duas dores de amor. A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão envolvidos que não conseguimos ver luz no fim do túnel. 

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel. 

Você deve achar que eu bebi. Se a luz está sendo vista, adeus dor, não seria assim? Mais ou menos. Há, como falei, duas dores. A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por ninguém. Dói também. 

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um suvenir de uma época bonita que foi vivida, passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação com a qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente e que só com muito esforço é possível alforriar. 

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a dor-de-cotovelo propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: eu amo, logo existo. 

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

Martha Medeiros 

domingo, 2 de novembro de 2014

O VELHO E A FLOR


Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta 
em pétalas de amor.

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Traduzir-se



Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Fim de tarde

Rio Negro- Manaus/Am


Conhecendo Sydney



Gostaria de compartilhar alguns lugares para visitar em Sydney.
Sydney é um lugar incrível, com muitas atrações turísticas, parques, museus e infinitas praias, caso estão pensando em tirar umas ferias e ainda tem duvida do lugar. Com certeza conhecer a terra dos Cangurus será uma experiência gratificante.
Sydney tem um mix de nacionalidade, segundo um levantamento realizado pela Economist Inteligence Unit 2013 Sydney é a sétima melhor cidade do mundo para se viver, os itens avaliado são educação, saúde, segurança e economia, engraçado que no top 10 da lista 4 são cidades australianas. Para quem pensar em visitar, estudar ou morar, Sydney tem relativamente baixa incidência de crimes, porém, certos cuidados básicos são sempre necessários.
Chega de enrolação e vamos para a lista:

- Darling Harbour
Eu considero começar  por Darling Harbour, pois  é o destino favorito de Sydney para lazer e entretenimento, com mais de 40 restaurantes, 30 bares/club, cafés, museus, galerias, teatros e parques. Os outros lugares que vou citar abaixo estão localizados em Darling Harbour.


- Australian National Maritime Museum
Localizado no extremo norte de Darling Harbour, voce pode visitar durante o dia com entrada free. Contam histórias de grande aventura na água, de batalhas marinha, de migrantes que se aventuram pelos mares, de antigas tradições de água salgada, de cultura de praia moderna e aquáticos de conquistas esportivas.


-Chinese Garden of Friendship
O Jardim Chinês da Amizade está situado no extremo sul em Darling Harbour. Ao entrar no jardim é como andar para trás no tempo para a solidão silenciosa da antiga arquitetura chinesa e sua relação com a natureza. O jardim combina os elementos de água, plantas e pedras. Tem uma  arquitetura e cultura de uma dos únicos jardins chineses fora da Ásia.

- Powerhouse Museum
O Powerhouse Museum possui uma coleção de mais de 380 mil objetos. Veja uma extraordinária variedade de tesouros nas áreas de ciência, tecnologia, indústria, design, artes e história decorativos. Exposições e programas baseiam-se nas idéias e tecnologias que mudaram o nosso mundo, e as histórias das pessoas que criam e inspirá-los. Experiência vasta e diversificada coleção do Museu - a partir de aviões, trens e motores a vapor para a moda, mobiliário, design e inovações tecnológicas e científicas. O museu também abriga o patrimônio e as histórias da cultura australiana, história e estilo de vida material, fornecendo uma visão abrangente sobre este país rico e diversificado. Você pode visitar durante o dia, mas a entrada não é free.

- Sydney Aquarium

Localizado no coração de Sydney em Darling Harbour, os visitantes são levados em uma jornada de descoberta surpreendente através de 14 novas zonas temáticas. Sydney Aquarium também é um dos maiores aquários do mundo - com mais de 700 espécies diferentes e 13.000 animais e impressionante seis milhões de litros de água. Você pode visitar durante o dia, mas a entrada não é free.

- Sydney Wildlife World

Localizado ao lado do sydney Aquarium em Darling Harbour, é um parque de vida selvagem, para você que já esta ansioso para ver um canguru, la é o lugar certo e vai poder caminhar entre eles, alem de ver o enorme crocodílio chamado Rex, coalas e emas. Essa aventura toda não é free.

- Opera House

É um dos símbolos da Austrália, sua arquitetura é impressionante, o telhado e todo feito como um grande mosaico com placas de cerâmica branca cimentadas na estrutura. É o ponto principal em Sydney para apresentações artísticas, incluindo concertos sinfônicos, balé, ópera, teatro, dança, música, comédia, apresentações infantis e contemporâneas. Você pode andar por todo os arredores da Opera House, principalmente até a ponta, que proporciona uma visão espetacular da cidade, dos barcos e da Harbour Bridge.

Harbour Bridge -


A Harbour Bridge liga o centro de Sydney com a costa norte ( North Sydney), é considerada uma das pontes mais bonita do mundo. É possível fazer uma caminhada de um lado ao outro da ponte por cima das estruturas metálicas de sustentação, que consiste em simplesmente a pessoa caminhar pelo topo da estrutura, de um lado ao outro com proteção dos dois lados até a altura da cintura, quem tem medo de altura como eu, não recomendo muito, prefiro caminhar na parte da superfície. E é na ponte também que acontece os fogos da passagem de ano, e certamente é um espectáculo. 


Outros lugares são: 
- Sydney Tower
- Royal Botanic Gardens
- Sydney Olympic Park
- Taronga Zoo
- The Rocks (bairro antigo)
- Hyde Park
- Anzac Memorial 

Fotos: Queila Tavares

domingo, 18 de maio de 2014